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SindsaúdeJaú repudia agressão a profissionais de saúde e reforça campanha “Saúde Sim, Violência Não”


16/07/2026



Sindicato manifesta solidariedade aos trabalhadores agredidos no PA São Judas e destaca que profissionais não podem ser responsabilizados por falhas do sistema de saúde

O SindsaúdeJaú (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú) manifestou repúdio às agressões sofridas por profissionais de enfermagem no Pronto Atendimento do Hospital São Judas, em Jaú, e reforçou a importância da campanha estadual “Saúde Sim, Violência Não”, criada para conscientizar a população sobre o respeito aos trabalhadores da saúde.

A manifestação ocorre após a divulgação da ocorrência envolvendo dois homens que foram detidos pela Polícia Militar, acusados de agredir uma enfermeira e um enfermeiro dentro da unidade de saúde. O caso gerou revolta entre profissionais do setor e reacendeu o debate sobre a violência enfrentada diariamente por quem atua na linha de frente do atendimento à população.

A presidente do SindsaúdeJaú, Edna Alves, classificou o episódio como inadmissível.

“É inaceitável que pessoas que estão nos hospitais e unidades de saúde para cuidar da população sejam vítimas de agressões. Os profissionais da saúde dedicam suas vidas ao atendimento dos pacientes e merecem respeito. Se existe insatisfação com o serviço público oferecido, os trabalhadores da saúde e da enfermagem não podem ser responsabilizados por problemas estruturais do sistema”, afirmou.

Embora os profissionais envolvidos sejam representados sindicalmente pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Jaú, o SindsaúdeJaú destacou que a violência contra qualquer trabalhador da saúde atinge toda a categoria.

“Somos solidários a todos os profissionais da saúde. Independentemente da representação sindical, estamos ao lado dos colegas agredidos e defendemos que casos como esse não fiquem impunes. Quem agride um profissional que está ali para cuidar da saúde das pessoas precisa responder por seus atos. Queremos valorização, segurança e respeito para toda a categoria”, reforçou Edna Alves.

Ocorrência mobilizou a Polícia Militar

Segundo informações divulgadas pelo portal Plantão de Notícia, a Polícia Militar foi acionada pela Central de Videomonitoramento da Prefeitura de Jaú após a denúncia das agressões.

Um dos suspeitos foi abordado ainda dentro da unidade de saúde. O segundo tentou fugir antes da chegada dos policiais, mas foi localizado após perseguição nas proximidades do supermercado Jaú Serve.

Ambos foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde a ocorrência foi registrada. Após a elaboração do boletim de ocorrência, os dois foram liberados e responderão pelos fatos em liberdade, conforme determinação da autoridade policial.

Campanha estadual combate violência na saúde

O caso ocorrido em Jaú reforça a necessidade da campanha “Saúde Sim, Violência Não”, lançada neste ano pela Federação Paulista dos Trabalhadores da Saúde em parceria com sindicatos da categoria em todo o Estado, incluindo o SindsaúdeJaú e o Sinsaúde Campinas e Região.

A iniciativa surgiu diante do aumento dos registros de agressões físicas, verbais, psicológicas e morais contra trabalhadores da saúde em hospitais, clínicas, laboratórios e unidades de atendimento.

Levantamento realizado pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), em 2023, revelou que cerca de 80% dos profissionais entrevistados já haviam sofrido algum tipo de violência durante o exercício da profissão, sendo que quase metade relatou ter passado pela situação mais de uma vez.

Entre os episódios registrados estão agressões verbais, ameaças, empurrões, tapas e até socos praticados por pacientes ou acompanhantes.

Trabalhador não é responsável pelas falhas do sistema

A principal mensagem da campanha é mostrar que os profissionais da saúde não são responsáveis por problemas como demora no atendimento, falta de médicos, ausência de medicamentos ou deficiências estruturais das unidades.

Segundo a Federação Paulista dos Trabalhadores da Saúde, eventuais reclamações sobre os serviços devem ser direcionadas aos órgãos competentes, como secretarias municipais e estaduais de Saúde, administrações hospitalares, conselhos de saúde e demais gestores públicos responsáveis pelo sistema.

Para os representantes da categoria, os trabalhadores são justamente aqueles que enfrentam diariamente as dificuldades do setor e buscam garantir atendimento à população mesmo diante das limitações existentes.

Respeito a quem cuida

O SindsaúdeJaú destaca que a violência contra profissionais da saúde provoca impactos não apenas nos trabalhadores, mas também na qualidade do atendimento prestado à população.

A entidade reafirma seu apoio aos profissionais agredidos no PA São Judas e defende medidas que garantam mais segurança nas unidades de saúde.

A campanha “Saúde Sim, Violência Não” continuará sendo divulgada por meio de materiais informativos, ações de conscientização e mobilizações em defesa do respeito aos trabalhadores que diariamente dedicam suas vidas ao cuidado da saúde da população.-

 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
Rua Sete de Setembro, 462 - CEP 17.201.-480 - Centro - Jaú - SP
Fone (14) 3622-4131 - E-mail: sindsaudejau@uol.com.br