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O total de greves de 2025 aumentou 14% em relação ao ano anterior – de 880 para 1.006 mobilizações. Nas empresas estatais, esse crescimento foi de 54% e na esfera privada, de 23%. No funcionalismo público, o número de greves permaneceu praticamente o mesmo.
As greves da esfera privada predominaram sobre as da esfera pública (funcionalismo público mais empresas estatais).
Do ponto de vista da duração das greves, houve uma queda de 10% de um ano a outro – de 36,7 mil para 33,1 mil horas paradas. Esse recuo ocorreu basicamente no funcionalismo público (-22%). Nas empresas estatais, a duração das mobilizações permaneceu quase a mesma e, na esfera privada, as horas paradas aumentaram (13%). De todo modo, segundo esse indicador, as greves na esfera pública continuaram mais longas que as realizadas na esfera privada.
Quase dois terços (65%) das greves no funcionalismo público ocorreram no nÃvel administrativo municipal e quase metade (48%) foi deflagrada por profissionais da educação.
Reivindicações por reajuste salarial (54%), protestos contra governos (51%) e por mais investimentos nos serviços públicos (50%) compuseram os principais itens da pauta da categoria.
Urbanitários foram responsáveis por 25% das greves nas empresas estatais e trabalhadores das comunicações – majoritariamente dos Correios, mas também da Empresa Brasil de Comunicação –, por 24%. Itens relativos às condições de trabalho foram mencionados em 32% dessas paralisações e reajuste dos salários, em 24%.
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https://www.dieese.org.br/estudosepesquisas/2026/estPesq113greves.html