Movimentos, conselhos e entidades denunciam precarização e terceirização e levam à rua propostas para reverter a crise neste Dia Mundial da Saúde (7 de abril). Atos em defesa da saúde e do SUS acontecem em diversas praças pelo Brasil. Na Capital, a manifestação acontece a partir das 9h30 em frente ao Theatro Municipal. Em Campinas, a 3a. Marcha em Defesa do SUS ocorre em frente à Catedral, a partir das 16h.
Em meio ao agravamento da crise na saúde pública de Campinas, por iniciativa do MOPS (Movimento Popular de Saúde de Campinas), 65 organizações da sociedade civil conselhos de saúde, sindicatos e movimentos populares realizam a 3ª Marcha em Defesa do SUS, com o objetivo de cobrar do poder público, medidas urgentes para reverter o quadro de
precarização, terceirização e desmonte do sistema municipal de saúde. A concentração está marcada para às 16h, no Largo da Catedral, com caminhada até a Prefeitura Municipal.
O ato ocorre em meio a um contexto de crescente pressão de setores neoliberais e de extrema direita que, segundo as entidades, buscam transformar o SUS em um sistema “pobre para pobres”, reduzindo o direito universal à saúde a uma cesta mínima de serviços e ampliando os espaços para a mercantilização do cuidado.
Na Capital, o ato reúne ativistas, entidades sindicais como o SindSaúde-SP, o Sindsep, a CUT-SP, entre outras, e diversos movimentos sociais. A pauta édefesa do SUS e dos direitos da população.
O ato público terá concentração às 9h30, em frente à escadaria do Theatro Municipal de São Paulo, e será um momento de diálogo com a população e de denúncia dos ataques à saúde pública, promovidas pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), no estado e pelo governo Ricardo Nunes, na capital.
A lógica privatista da dupla Tarcísio e Nunes é a mesma: abandonam o que é público e gerido pela administração direta para justificar a entrega para o setor privado.
Contra esse descaso, além do ato haverá o lançamento de uma carta-manifesto que aponta a necessidade urgente de garantir, na prática, a Cobertura Universal de Saúde, como defende a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Diante do sucateamento, da falta de investimentos e das ameaças de privatização, é hora de fortalecer a luta coletiva. A saúde é um direito e não mercadoria!
Após o ato, os manifestantes seguirão em marcha até a Prefeitura de São Paulo, ampliando a pressão por respostas concretas do poder público.
Fonte: MOPS e SinsaúdeSP