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FeminicĂ­dio e violĂȘncia domĂ©stica sĂŁo temas de debate no SinsaĂșde


23/03/2026

 

A insegurança das mulheres e medidas que podem protegĂȘ-las da violĂȘncia e do feminicĂ­dio, foram temas debatidos  nesta quinta-feira (20/03), na sede central do SinsaĂșde com a participação da representante da Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas, Solange Ribeiro Farias, e do advogado criminal AndrĂ© LuĂ­s de Oliveira. A abertura do evento foi conduzida pelo diretor jurĂ­dico da entidade, Paulo Gonçalves, e a mediação foi feita pela jornalista Sirlene Nogueira. A transmissĂŁo ocorreu ao vivo pelo Instagram.
 
“VocĂȘ, que Ă© mulher, nĂŁo pode deixar de denunciar as agressĂ”es”, destacou Paulo Gonçalves ao abrir o encontro e apresentar os participantes. Para dar inĂ­cio ao debate sobre um tema tĂŁo relevante e atual, especialmente diante do aumento dos casos de feminicĂ­dio no Brasil, a jornalista Sirlene Nogueira apresentou dados estatĂ­sticos. “Somente em SĂŁo Paulo, nos Ășltimos quatro anos, houve um aumento de 96% nos casos de feminicĂ­dio. Em 2025, foram registradas 270 mortes de mulheres, contra 136 em 2021”, afirmou. Os dados sĂŁo do FĂłrum Brasileiro de Segurança PĂșblica (FBSP) e foram divulgados em março de 2026.
 
Segundo a policial Solange Ribeiro Farias, ainda hĂĄ resistĂȘncia por parte das mulheres em buscar ajuda nas delegacias especializadas. “Muitas sentem vergonha ou medo de serem julgadas. SĂŁo mulheres fragilizadas, que precisam de acolhimento. 
 
Na delegacia, elas recebem apoio, orientaçÔes sobre quais medidas tomar”, explicou. Ela tambĂ©m contou que algumas vĂ­timas nĂŁo podem voltar para casa depois que fazem a denĂșncia e, por isso, sĂŁo encaminhadas para uma casa abrigo atĂ© o agressor ser preso. 
 
InversĂŁo de valores
 
O advogado AndrĂ© LuĂ­s de Oliveira ressaltou que hĂĄ uma inversĂŁo de valores na sociedade. “Quem deveria sentir vergonha Ă© o agressor, nĂŁo a vĂ­tima. Precisamos compreender o perfil dessas mulheres, que muitas vezes sofrem violĂȘncia psicolĂłgica por anos e sĂł procuram ajuda apĂłs a agressĂŁo fĂ­sica”, afirmou. Os especialistas tambĂ©m destacaram que Ă© comum existir a pressĂŁo familiar para que a denĂșncia nĂŁo seja feita. 
 
Ele atribui essa situação Ă  cultura machista ainda presente na sociedade, que naturaliza o sofrimento feminino. TambĂ©m alertou para a influĂȘncia de conteĂșdos que banalizam a violĂȘncia contra a mulher, especialmente entre os jovens.
 
No entanto, ambos destacaram que houve avanços culturais importantes, especialmente apĂłs a implementação da Lei Maria da Penha. “Mais recentemente, tambĂ©m houve a criminalização do feminicĂ­dio no Brasil, em 2015, como circunstĂąncia qualificadora do homicĂ­dio”, completou o advogado.
 
Solange complementou que a violĂȘncia domĂ©stica nĂŁo começa com agressĂ”es fĂ­sicas, mas segue uma escalada gradual. “Começa com controle: ‘nĂŁo use essa roupa’, ‘nĂŁo fale com essas pessoas’, ‘nĂŁo quero que vocĂȘ vĂĄ Ă  casa dos seus pais’. HĂĄ tambĂ©m o silĂȘncio como forma de punição”, explicou.
 
Durante o bate-papo, tambĂ©m foi abordada a medida protetiva, que determina, entre outras restriçÔes, que o agressor nĂŁo se aproxime da vĂ­tima. No entanto, os especialistas alertaram que, embora seja um instrumento importante, nem sempre garante a segurança. “Em alguns casos funciona, mas, infelizmente, na maioria nĂŁo”, destacou o advogado. 
 
O advogado tambĂ©m citou o uso do chamado “botĂŁo do pĂąnico” como uma ferramenta eficaz. “Ele possibilita uma resposta imediata das autoridades”, explicou. As vĂ­timas podem chamar uma viatura quando o agressor se aproxima. 
 
A diretora sindical de assuntos culturais, Regiane Amaro Teixeira, destacou a importĂąncia do evento e a necessidade de ampliar o debate sobre o tema. “A violĂȘncia contra a mulher Ă© uma questĂŁo complexa e urgente. Precisamos falar mais sobre isso, conscientizar e criar espaços de diĂĄlogo que incentivem a denĂșncia e o acolhimento das vĂ­timas”, afirmou.
 
Durante o encontro também foram mencionados canais e serviços de apoio às vítimas, como o Disque 180, as Salas Lilås em delegacias convencionais (em municípios sem atendimento especializado) e a delegacia virtual, por exemplo.
 
 
Fonte: SinsaĂșde Campinas e RegiĂŁo
 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
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